"Já que o mundo se encaminha para um delirante estado de coisas, devemos nos encaminhar para um ponto de vista delirante. Mais vale perecer pelos extremos do que pelas extremidades" Jean Baudrillard

quinta-feira, 11 de março de 2010

Na semana passada acreditei ter visto um psicanalista que não lembro a nacionalidade, mas muito famoso, citar isto aqui...

Trata-se de se tornar ciente do fato de que o nome do mestre é um fetiche e de descrever as condições sociais da possibilidade do personagem do artista enquanto mestre, isto é, enquanto produtor deste fetiche que é a obra de arte. Em suma, trata-se de mostrar como se constituiu historicamente o campo da produção artística que, enquanto tal, produz a crença no valor da arte e no poder criador de valor do artista. E assim seria possível fundamentar o que colocamos inicialmente, como um postulado metodológico, a saber, que o "sujeito" da produção artística e de seu produto não é o artista, mas o conjunto de agentes que têm uma ligação com a arte, que se interessam pela arte, que vivem da arte e para a arte, produtores de obras consideradas como artísticas (grandes ou pequenas, célebres, isto é, celebradas, ou desconhecidas), críticos, colecionadores, intermediários, conservadores, historiadores da arte, etc. É isto. O círculo se fechou; e nós ficamos presos dentro dele. (Bourdieu, P. Questões de Sociologia, p.172)



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Complexidade de um mundo carente de inteligibilidade sobre suas próprias questões...