"Já que o mundo se encaminha para um delirante estado de coisas, devemos nos encaminhar para um ponto de vista delirante. Mais vale perecer pelos extremos do que pelas extremidades" Jean Baudrillard

sábado, 17 de abril de 2010

"Trouxeste a chave?"

A nossa regra não implica, portanto, nenhuma concepção metafísica, nenhuma especulação sobre o fundo dos seres. O que ela reclama é que o sociólogo se ponha no estado de espírito em que estão físicos, químicos ou fisiologistas, quando se embrenham numa região ainda inexplorada do seu domínio científico. Deve, ao penetrar no mundo social, ter consciência de que penetra no desconhecido; deve sentir-se em presença de factos cujas leis são tão desconhecidas como eram as da vida antes da biologia se ter constituído; deve estar preparado para descobrir coisas que o surpreenderão e o desconcertarão. (Durkheim, Emile. As Regras do Método Sociológico, 1895. - Prefácio à segunda edição)

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Complexidade de um mundo carente de inteligibilidade sobre suas próprias questões...