"Já que o mundo se encaminha para um delirante estado de coisas, devemos nos encaminhar para um ponto de vista delirante. Mais vale perecer pelos extremos do que pelas extremidades" Jean Baudrillard

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Faço doutorado em Paris e voto na Dilma porque...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A sociologia surpreende os incautos...

itshappingnow:1:2:3:4:5:andbusinessjust realized she missed 4-20

Denúncia leva USP a identificar plágio em dissertação de mestrado

Depois dessa, vem muito mais coisa por aí! 
Este é o momento de desconstruirmos a superioridade acadêmica da USP, sacudir a hegemonia dos intelectuais de uma sociologia que não conhece o Brasil, mas ainda assim vive impondo interpretações hegemônicas do Brasil. Lembremos de Miguel Nicolelis quando disseram que ele jamais faria um núcleo de neurociências fora de São Paulo - triste engano! 



20/10/2010 16h48 - Atualizado em 20/10/2010 16h48

Denúncia leva USP a identificar plágio 

em dissertação de mestrado

Tese foi defendida em 2007 na faculdade de geografia.
FFLCH abriu processo para cassar título; polícia investiga o caso.

Fernanda NogueiraDo G1, em São Paulo
A denúncia de uma professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) levou a Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) a identificar plágio em uma dissertação de mestrado de geografia. A faculdade abriu um processo disciplinar, no dia 1º de outubro, para cassar o título do autor, após a congregação da faculdade decidir pela retirada do título em fevereiro deste ano.
Alunos meus de iniciação científica me mostraram o trabalho e disseram que ele havia copiado a justificativa, os agradecimentos e a conclusão do trabalho. Fiquei perplexa"
professora Edinusia Moreira Carneiro Santos, da Uefs, que denunciou o plágio
O caso foi denunciado à polícia em abril pela faculdade. De acordo com o 93º Distrito Policial de São Paulo, foi aberto inquérito para investigação de violação de direito autoral. O processo corre na 1ª Vara Criminal do Fórum de Pinheiros.
A tese sobre a região sisaleira da Bahia foi defendida na Faculdade de Geografia da USP em 2007. Segundo análises da FFLCH, o trabalho tem vários trechos copiados do trabalho da professora Edinusia Moreira Carneiro Santos, da Uefs, que defendeu sua tese de mestrado na Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2002. A professora fez a denúncia à USP em julho do ano passado.
“Alunos meus de iniciação científica me mostraram o trabalho e disseram que ele havia copiado a justificativa, os agradecimentos e a conclusão do trabalho. Fiquei perplexa”, disse Edinusia.
De acordo com um dos pareceres elaborados pela FFLCH sobre o caso, há indícios de plágio no resumo e estrutura do índice do trabalho, na justificativa, em capítulos do texto e nas considerações finais. “Em síntese, a denúncia é pertinente. É possível encontrar mais coincidências do que a denunciante indicou, sem, em nenhum caso, desconsiderar e/ou desprezar qualquer uma de suas indicações de plágio. Elas se confirmam, uma a uma, durante todo o mestrado do denunciado”, afirmou o parecer.
Outra análise da faculdade afirma: "Note-se, também, que a obra que é objeto da cópia é citada ao longo da dissertação do estudante acusado, e faz parte da bibliografia de seu trabalho, porém, em nenhum momento o autor registra que os trechos copiados são de autoria alheia - ao contrário, tudo se passa como se fosse escrita de sua lavra".
Segundo a diretora da FFLCH, professora Sandra Margarida Nitrini, o plágio foi comprovado. “Os pareceres foram unânimes. Não há dúvida de que houve plágio”, afirmou.

De acordo com a faculdade, uma notificação sobre a abertura do processo foi enviada por sedex ao autor da dissertação na segunda-feira (18). Sandra disse que esse é o primeiro caso de plágio confirmado na FFLCH.Procurado pelo G1, o autor da tese da USP disse não ter sido notificado oficialmente sobre o caso. “Estão acabando com meu nome. Não tive chance de me defender. Estou me sentindo injustiçado”, afirmou.


O plágio é considerado crime pelo Código Penal, com pena prevista de prisão de três meses a um ano, além do pagamento de multa. Edinusia disse que espera a punição pela universidade. “A questão policial não me interessa”, disse.
A assessoria de imprensa da reitoria da USP afirmou, por e-mail, que o caso está sob responsabilidade da FFLCH.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A inteligência da música popular: a 'autenticidade' no samba e no choro

Para aqueles que vivem de samba em samba pelo Brasil e pelo mundo e que costumam dar explicações rápidas e conclusivas sobre a mítica origem do samba essa tese de doutorado cairá como uma luva. 
Na contramão das interpretações viciadas, que são mais confirmações de preceitos ordinários que análise do samba enquanto um fenômeno social, o autor faz uma percurso minucioso para descobrir, no fundo do mais profundo orgulho nacional corporificado na idéia de samba, um subterrâneo da história da configuração política nacional que, impondo o Rio de Janeiro como centro irradiador de sua força, foi capaz de forjar um símbolo nacional que tenta se furtar à historicização. 
Se o samba tornou-se um ordem, é preciso saber que figuração foi capaz de impô-lo como representação legítima de determinadas pautas emocionais e rítmicas e, mais ainda, quais agentes tem legitimidade para legislar sobre ele.
Tudo isto e muito mais poderá ser encontrado nessa sugestão CBS para os que acompanham o nosso Blog. Aproveitem!




Dmitri Fernandes



Partindo das disputas intelectuais, simbólicas e materiais que enlaçam os dois gêneros musicais chancelados como identificadores da nação, o samba e o choro, analiso a constituição e a reprodução de um microcosmo artístico possuidor de parâmetros estéticos relativamente autônomos. Percorro um longo período histórico no intento de demonstrar que o adensamento de instituições voltadas ao abrigo da música popular enseja uma contrapartida, a do surgimento de engajados que tratam de separar as produções musicais populares entre as que consideram autênticas das inautênticas, grupamento a que denomino de inteligência da música popular. Coube estabelecer sob que condições, quando e por meio da ação de quais personagens conformou-se este microcosmo, espaço que logrou direcionar as apreciações e investidas de todos inseridos na atividade musical popular urbana.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Novidade CBS

A Equipe CBS acaba de criar o primeiro Fórum Virtual da Sociologia Brasileira.
Pedimos a todos que contribuem e participam do Blog CBS que visitem e iniciem os debates.



Os membros poderão propor tópicos para debate. Por ora foram postados alguns tópicos e categorias básicos. Aproveitem!

domingo, 17 de outubro de 2010

Dilma é Muitos!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Distante dos pedantes e distinto dos pedintes...

sábado, 9 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MANIFESTO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS À NAÇÃO BRASILEIRA EDUCAÇÃO – O BRASIL NO RUMO CERTO

Da pré-escola ao pós-doutoramento – ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional – consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.
Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações estrangeiras.
Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação como uma prioridade central de seus governos.
Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.
Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia Universitária.

Alan Barbiero – Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo – Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes – Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman – Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea – Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce – Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges – Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder – Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho – Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli – Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira – Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira – Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho – Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias – Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller – Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu – Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade – Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda – Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman – Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles – Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho – Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari – Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias – Universidade Federal do Ceará – UFC
Sueo Numazawa – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin – Universidade Federal do Rio Grande – (FURG)
Targino de Araújo Filho – Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho – Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior – Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço – Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior – Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni – Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Exigência de doutorados torna mais rígidas regras para as universidades

Exigência de doutorados torna mais rígidas regras para as universidadesPDFImprimirE-mail
Publicada por Assessoria de Comunicação Social   
Quarta, 06 de Outubro de 2010 09:52
As atuais instituições de ensino superior, federais e privadas, para manter o título de universidades, devem oferecer, no mínimo, quatro mestrados e dois doutorados. Caso ainda não ofereçam, têm prazo até 2016 para implantar esses cursos. O mesmo prazo vale para os centros universitários e faculdades que desejam alcançar o status de universidade.
É isso que determina resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) homologada nesta terça-feira, 5, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.
A exigência de oferta de mestrado e doutorado integra uma série de regras que passam a vigorar para o sistema federal de ensino superior, que hoje envolve 144 instituições, sendo 58 federais e 86 privadas. As 37 universidades estaduais e as sete municipais não precisam seguir a resolução, porque elas têm regulamentação própria.
Para que as instituições de ensino superior façam as adaptações previstas na resolução, o CNE definiu um período de transição. As atuais universidades que não atendem ao requisito sobre a oferta de cursos de mestrado e doutorado poderão ser recredenciadas, em caráter excepcional, desde que ofereçam, pelo menos, três cursos de mestrado e um doutorado até 2013. Para essas é obrigatório chegar a 2016 com quatro mestrados e dois doutorados.
De acordo com a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, o conjunto de regras descritas na resolução complementa o novo marco regulatório da educação superior nacional. Os objetivos, explica, são qualificar a educação superior, estimular as instituições a desenvolver pesquisas e a produzir conhecimento novo. Segundo a secretária de Educação Superior, o prazo de seis anos fixado pelo CNE para o cumprimento das regras é completamente exequível.
O presidente do CNE, Antônio Carlos Ronca, disse que o conselho trabalhou dois anos na definição das regras e que elas são "rigorosas para que não se banalize o conceito de universidade". Nos 14 artigos, a resolução também trata da qualificação dos professores, da jornada de dedicação exclusiva à instituição, além do ritual que deve ser cumprido no credenciamento de novas instituições e no recredenciamento das já existentes.
O artigo 2º da resolução, por exemplo, define que tipo de instituição pode solicitar sua transformação em universidade: os centros universitários recredenciados e em pleno funcionamento há, no mínimo, nove anos; e as faculdades em funcionamento regular há, pelo menos, 12 anos, que apresentem excelente padrão de qualidade. (Ionice Lorenzoni)
Regras básicas da resolução do CNE – Para requerer o credenciamento como universidade, é indispensável que a instituição tenha um terço do corpo docente com títulos de mestrado ou doutorado. Além disso, deve ter:
• Um terço do corpo docente em regime de tempo integral;
• Conceito Institucional (CI) igual ou superior a quatro na última avaliação institucional externa do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes);
• Índice Geral de Cursos (IGC) igual ou superior a quatro na última divulgação oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep);
• Oferta regular de, no mínimo, 60% dos cursos de graduação reconhecidos ou em processo de reconhecimento;
• Oferta regular de, pelo menos, quatro cursos de mestrado e dois de doutorado reconhecidos pelo MEC;
• Compatibilidade do plano de desenvolvimento institucional (PDI) e do estatuto com a categoria de universidade;
• A instituição e seus cursos não podem ter sofrido, nos últimos cinco anos, penalidades descritas no artigo 46 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9394/1996.
Acesse a íntegra da Resolução e a relação das universidades brasileiras.
Ouça as entrevistas de Maria Paula Dallari Bucci e Antonio Carlos Ronca.
(Fonte: ACS/MEC)

Complexidade de um mundo carente de inteligibilidade sobre suas próprias questões...