"Já que o mundo se encaminha para um delirante estado de coisas, devemos nos encaminhar para um ponto de vista delirante. Mais vale perecer pelos extremos do que pelas extremidades" Jean Baudrillard

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Flagrante da genialidade da Sociologia Brasileira!

Tumblr


- Quantos artigos você vai publicar este ano?
- Ainda não sei. Dependerá de quantas revistas eu criar...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Pausa Sociológica: SOULciologia é a que o CBS acredita!


  
Etta James                                     Ella Fitzgerald                              Nina Simone


  
Aretha Franklin                              Janis Joplin                                Mina
  
Maria Tanase                                  Billie Holiday                              Roberta Flack


  


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Porrada Sociológica: enquanto ficamos "latteando" uns com os outros, a grande máquina se prolifera...

Era urgente demais para esperar formatação...




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PORTO ALEGRE  02/12/2011  -  SÃO PAULO  23/11/2011   

Íntegra
                                                          Capacitação

                                                          Empresarial
Greves e Ações Sindicais Diárias
Na PLR e nas Datas-Bases
Como prevenir e desmobilizar 
Com Wilson Cerqueira

"Capacitando gestores para agir preventivamente e reduzir riscos nos negócios" 

PREMISSAS



  1. As empresas estão impotentes com o processo de mobilização sindical que está aumentando de maneira substancial o valor da PLR.
  2. As empresas não estão sabendo agir de forma preventiva para evitar que isto ocorra.
NESTE SEMINÁRIO SEUS GESTORES IRÃO APRENDER:
·       Como estruturar a função Relações Sindicais para prevenir e desmobilizar greves e ações sindicais na PLR e nas Datas Bases.
·       Definir um modelo preventivo e corretivo de gestão diária em Relações Sindicais.
·       Como operacionalizar a função "Relações Sindicais", integrando neste contexto gestores e chefes  que lidam diariamente com conflitos produzidos por Cipeiros, Dirigentes  Sindicais e Estáveis.
CONTEÚDO:
PARTE I - Conceitual
I - Sindicalismo Natural: Como desenvolver internamente um modelo preventivo
    através das lideranças naturais que desmobilize a Ação Sindical Ideológica
.
II - Sindicalismo Ideológico: Como administrá-lo externamente e internamente na
     relação com os Dirigentes Sindicais e Cipeiros.
III - Greve: Como prevenir e desmobilizar. Estratégias de condução em todos os
      tipos de greve tanto internas como externas.
IV - Como administrar diariamente as Relações Sindicais de fábrica através da
      função RT.
PARTE II - Ferramentas e Projetos de Relações Sindicais, Administrando,Prevenindo e Desmobilizando Conflitos Sindicais
V - Plano de ação estratégico nas situações de greve. Como organizar e
     operacionalizar de forma preventiva e corretiva.
VI - A comunicação integrada para a administração das Relações Sindicais.
VII - Sociograma - Como identificar os líderes naturais e comprometê-los com a
       gestão de relações sindicais.
VIII - Como organizar Comitês de RT / RH, visando uniformizar o pensamento e as
        ações das chefias para uma melhor gestão sindical.
FACILITADOR
Wilson Pedreira de Cerqueira Filho
Administrador de Empresas; com Pós graduação em Desenvolvimento de Recursos Humanos pela FGV; Formação na área de Psicologia Transpessoal e Formação Psicanalítica pelo Instituto Superior de Psicanálise de Brasília.
Negociador Sindical de diversos Sindicatos Patronais administrou conflitos em inúmeras situações de greves em todo o Brasil.
Atuou em cargos gerenciais e de direção em empresas como: FIAT DIESEL, THOMAS DE LA RUE, CIBRAN, etc.

Foi professor dos Cursos de Pós Graduação da PUC-IAG/RJ e UNICAMP;
Palestrante em inúmeros Congressos e Seminários.
Pioneiro na Sistematização da Reengenharia da Cultura Organizacional.
Coordenador e Professor do Centro de Formação de Psicanalistas Clínicos do Brasil.
Obra de sua autoria: "Endomarketing - Educação e Cultura para a Qualidade".
Nos últimos 25 anos atua como Consultor na área de Educação e Cultura para a construção de uma nova relação de trabalho em inúmeras empresas de vários segmentos.
LOCAL E DATA
SÃO PAULO - 23/11/2011 - Das 8:30 h às 17:30 h
                     Rua Pe. Chico, 645 Cj.14 - Vila Pompéia
                     (trav. Av.Pompéia, próx. ao Shopping Bourbon)
PORTO ALEGRE - 02/12/2011 - Das 8:30 h às 17:30 h 
                           PLAZINHA - Plaza Porto Alegre Hotel
                           Av. Senhor dos Passos, 154 - Centro
CONTATO PARA INSCRIÇÃO:

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

URGENTE: Alerta CBS - Eméritos 1A em perigo!




Docentes de pós-graduação: grupo de risco de doenças cardiovasculares


Autor: Otacílio Antunes Santana



(Camundongo 1A: "Eu estou morrendo de medo! Essa coisa de fazer politicagem vai acabar me matando!")


"A hipótese deste trabalho foi aceita, ou seja, quanto maior foram o número de produção científica e o número de orientandos em média por ano, maiores foram as ocorrências médias de intervenções cardíacas, doenças coronarianas e os acidentes vasculares cerebrais (hemorrágico e isquêmico) em docentes de pós-graduação, principalmente, pela falta de dieta equilibrada e balanceada, de atividades físicas supervisionadas regularmente, e visitas médicas frequentes, justificados pela excessiva carga horária fora do expediente, para se manter os indicadores de qualidade dos cursos de pós-graduação e de seus currículos atualizados."

(Acta Scientiarum. Education - Maringá, v. 33, n. 2, p. 219-226, 2011)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Texto de Max Weber: Sociologia da imprensa, um programa de pesquisa



Publicado originalmente como Alocução no Primeiro Congresso da Associação Alemã de Sociologia em Frankfurt, 1910 (pp. 434-441), em Max Weber, Gesammelte Aufsätze zur Soziologie und Socialpolitik, Tübingen, J. C. B. Mohr [Paul Siebeck], 1924. Foi utilizada aqui a publicação na Revista Española de Investigaeiones Sociales – REIS, n.o 57/1992, pp. 251-259. Tradução de Encarnación Moya. No Brasil, esta tradução foi publicada originalmente no número 55/56 da revista Lua Nova, do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec). A republicação foi autorizada pelo editor Cícero Araújo.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

sábado, 15 de outubro de 2011

Sugestão de programa da Equipe CBS aos psicólogos brasileiros!


À propósito, a auto-estima de todos os membros do Círculo Brasileiro de Sociologia vai muito bem, obrigado!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Recolham esse lixo, tirem esse macaco do meu caminho!"

Uma homenagem do CBS ao cosmopolitismo dos grandes centros urbanos brasileiros!


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Associações da área de Ciências Sociais pedem ampliação do programa Ciência sem Fronteiras


Aos Departamentos de Ciências Sociais e de Antropologia e coordenadores de pós-graduação em antropologia
Prezad@s Professor@s,
 


A ABA protocolou, no último dia 29/09, carta ao presidente do CNPq assinada pelas associações científicas de ciências sociais (ABA, SBS, ABCP, ANPOCS e ABRI) questionando o fato de esta área estar de fora do programa de bolsas para estudo no exterior “Ciência sem Fronteiras”. O programa, lançado pelo CNPq este ano, prevê um grande investimento em bolsas de estudo para graduação nos Estados Unidos em algumas áreas consideradas prioritárias para a política de ciência e tecnologia. Entre as áreas, porém, não há nenhuma no campo das ciências humanas ou sociais.
Na carta, as associações julgam que não se pode prescindir do papel fundamental desempenhado por cientistas sociais para analisar os impactos de questões relacionadas ao desenvolvimento social e tecnológico na vida cotidiana, recomendando ao CNPq a alocação de bolsas de estudos no exterior como incentivo à formação de excelência de jovens pesquisadores de ciências sociais.
A ABA enviou ainda solicitação aos programas de pós-graduação em antropologia solicitando que os mesmos se manifestem junto ao CNPq no sentido de reforçar o pedido de ampliação do Programa Ciência sem Fronteiras.



Obrigada.
Atenciosamente,


Carine Lemos
Secretária Administrativa
Associação Brasileira de Antropologia
Tel/Fax: (61) 3307-3754
www.abant.org.br
Caixa Postal 04491
Brasília-DF
70904-970

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

O CBS não poderia deixar de comentar o 11/9

Analisem esta vinheta da Globo News para as matérias especiais sobre o 11 de Setembro. Não podemos qualificá-la de outro modo além de um brutal preconceito e um verdadeiro absurdo jornalístico.
  

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

PEDIDO: BOURDIEU & WACQUANT - Una Invitacion a La Sociologia Reflexiva


MACHADO, Roberto et alli - Danação da Norma

Picture

CARLYLE, tHOMAS - Historia da Revolução Francesa


terça-feira, 16 de agosto de 2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Veja quem são os jovens que protestam na Inglaterra com o sociólogo Silvio Caccia Bava



Ótima análise. Que jornalismo incompetente e vergonhoso.
Saudações CBS ao Sociólogo Silvio Bava.

Lançamento CBS - DAHL, Robert - Sobre a democracia.


sábado, 13 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Repórter CBS - A Revolução em Londres 2011: tudo pode começar com um pequeno gesto...



Vídeo em resposta ao comentário imbecil, pois que anistórico e anti-sociológico, de um sujeito que não merece ter o nome divulgado neste site. Sofra vendo o vídeo aqui.

Lançamento CBS - COSTA PINTO, LA - O negro no Rio de Janeiro


Lançamento CBS - COSTA, Sergio - Dois Atlânticos.



FERNANDES, Florestan - O negro no mundo dos brancos.


Lançamento CBS - HASENBALG, Carlos - Discriminação e desigualdades raciais no Brasil



Lançamento CBS - LIJPHART, Arend - Modelos de Democracia.


Lançamento CBS - MIGUEL & BIROLI - Mídia: representação e democracia.


sábado, 6 de agosto de 2011

Enquanto isso, uma pequena lembrança dos nossos livros de juventude...


Percebam o detalhe dos adjetivos associado ao substantivo "crioulo" citado no livro...



Sem dúvida alguma trata-se de um exemplo claramente racista. O autor desconsidera que os alunos que utilizaram o livro - inclusive muitos de nossa equipe -  vão associar os adjetivos "exemplificados" com o substantivo "crioulo" utilizado. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Nota da Capes sobre reconhecimento de títulos de pós-graduação obtidos em instituições do exterior

Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:26 hs.

07/07/2011 - Com relação à audiência pública a ser realizada no dia 7 de julho do corrente ano, no Congresso Nacional, que visa discutir o reconhecimento de diplomas de mestrado e doutorado obtidos em instituições no exterior, a direção da Capes tem a considerar o que se segue:

1. O reconhecimento de títulos de pós-graduação é matéria constitucional que atribui autonomia às universidades brasileiras, sendo ademais regulamentada na LDB e disciplinada pelo CNE, não cabendo, portanto, à Capes interferir nas questões relativas a essa matéria;

2. Por conta dessa determinação legal, até mesmo os bolsistas da Capes, do CNPq e de outras agências de fomento que concluem formação pós-graduada no exterior são obrigados a submeter seus títulos ao reconhecimento das nossas instituições de ensino superior;

3. A posição desta Fundação tem sido, ao longo dos seus 60 anos, a de preservar e fortalecer a autonomia das universidades brasileiras nesta matéria;

4. A direção da Capes, em concordância com a posição das entidades com as quais a agência interage para a execução de suas atividades (vale dizer a Andifes, o Fórum de Pró-Reitores e a Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG), alerta para o risco de que o reconhecimento de diplomas obtidos em cursos oferecidos no exterior fora dos procedimentos e parâmetros da avaliação da Capes poderá comprometer, irremediavelmente, 60 anos de construção e estruturação de um Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) que hoje constitui-se em um verdadeiro patrimônio da sociedade brasileira e merecedor do reconhecimento e do respeito tanto em nível nacional quanto internacional;

5. As diversas sociedades científicas específicas que representam as 48 áreas do conhecimento de atuação da Capes como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) estão sendo alertadas para se posicionarem a respeito do assunto a ser tratado na audiência pública acima referida.

Brasília, 6 de julho de 2011

Jorge Almeida Guimarães
Presidente da Capes

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pedido: BARLEY, NIgel - El Antropólogo Inocente

domingo, 26 de junho de 2011

Pedido dos Profetas da Emancipação: Adorno-Konferenz 1983 - pp. 200-348




Am 9. und 10. September 1983 fand in der Johann Wolfgang Goethe-Universität Frankfurt am Main das erste Symposion über das wissenschaftliche Werk Theodor W. Adornos statt. Anlaß war die achtzigste Wiederkehr seines Geburtstages. Die Themen der Konferenz beschränkten sich jedoch nicht auf werkbiographische Erinnerung; vielmehr wurde nach den Fortwirkungen gefragt. Die Analysen hatten vier Schwerpunkte: Negative Dialektik, Ästhetische Theorie, Methodologie und Gesellschaftstheorie. Das Ergebnis bestand in kritischer Fortführung und produktivem Widerspruch. Um die Diskussion weiterzuführen, werden in diese Band alle Referate in der Form, in der sie gehalten wurden, veröffentlicht.

domingo, 19 de junho de 2011

Documentários: Piratas da Somália, legendado em português

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Enquanto os Cavaleiros do Lattes Recheado lutam entre si... O mundo real dá voltas...

Faculdade poderá contratar docentes sem pós-graduação e profissionais com notório saber


As instituições de ensino superior públicas e privadas poderão firmar contrato temporário de trabalho com docentes que sejam portadores apenas de diploma de curso de graduação e também com com profissionais que comprovarem notório saber na área que irão lecionar. Projeto nesse sentido foi aprovado nesta terça-feira (7) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e segue para votação em Plenário.
O texto aprovado mantém regra em vigor para contração permanente de professor pelas instituições públicas, prevendo que seja por concurso e que os candidatos sejam portadores de diploma de doutorado ou mestrado, conforme a complexidade da função.
A comissão aprovou substitutivo de Alvaro Dias (PSDB-PR) ao projeto (PLS 220/2010), de autoria da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). O texto original restringia aos cursos das áreas tecnológicas e de infraestrutura a possibilidade de aceitação de docentes temporários sem diploma superior que comprovassem relevante experiência profissional.
O relator argumentou que restringir a medida a essas áreas representaria privilégio, optando assim por determinar a flexibilização na contratação de docentes temporários a todos os cursos superiores.
Alvaro Dias também modificou o artigo 66 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LCB - Lei 9.394/1999) para explicitar que "a formação dos docentes dos cursos de graduação e de pós-graduação de nível superior será feita em programas de mestrado e doutorado, exigida, além do estudo e aprofundamento em área de conhecimento científico e tecnológico, capacitação e prática pedagógica, a critério do respectivo sistema de ensino".
Para ver a íntegra do que foi discutido na comissão, clique aqui.

Sem Título II


“Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.
O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer.  A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento. (…)
O Anonymous não aceita que o governo e/ou os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?
Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas.
Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.
Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação. Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.
O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou  do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos. (…)
Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.
Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.
Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.
Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós  por pura raiva de vocês atropelarem quem se coloca contra vocês.
Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.
Somos Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…”

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sem Título

domingo, 12 de junho de 2011

Carlos Moore: O Marxismo em Cuba e a questão racial.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Les damnés de la terre!

Encontram-se praticamente extintos os universos nos quais a
coincidência quase perfeita, entre tendencias objetivas e expecta-
tivas, converte a experiencia do mundo num encadeamento con-
tínuo de antecipações confirmadas. A falta de futuro, até agora
reservada aos "danados da terra" (les damnés de la terre !)
é uma experiência cada vez mais difundida, senao modal.
Pierre Bourdieu - Meditações Pascalianas

quarta-feira, 25 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Depoimento da professora Amanda Gurgel



Essa vai para os pós-graduandos dos grandes centros de pesquisa do país.
Principalmente para os marxistas da lagoa Rodrigo de Freitas e de Higienópolis.

domingo, 15 de maio de 2011

Campeão de Downloads: Laurence Bardin - Análise de Conteúdo

(corrigido em 11/06/2012)

sábado, 30 de abril de 2011

A batalha começou...

Suspensão de blog com livros piratas cria discussão na web

Uma mensagem de violação dos termos de uso anunciou semana passada aos milhares de visitantes diários do blog Livros de Humanas a suspensão da página, que era hospedada pelo Wordpress. Criado em 2009 por um aluno da USP, o blog formou em pouco mais de dois anos uma biblioteca maior do que a de muitas faculdades brasileiras. Até sair do ar, reunia 2.496 títulos, entre livros e artigos, de filosofia, antropologia, teoria literária, ciências sociais, história etc. Um acervo amplo, de qualidade, que podia ser baixado imediatamente e de graça.

Muitas pessoas, é claro, adoravam a página. Entre elas, no entanto, não estavam os editores dos livros reunidos ali. A biblioteca do Livros de Humanas era toda formada sem qualquer autorização.

- É óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente - diz o criador da página, que mantém anonimato, numa entrevista por e-mail. - Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país.

O mesmo argumento foi defendido nos últimos dias no Twitter por intelectuais como o crítico literário Idelber Avelar, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, a escritora Verônica Stigger e o poeta Eduardo Sterzi. Do outro lado da discussão, críticas à pirataria. A Editora Sulina, que vinha pedindo a remoção da página, falou em "apropriação indevida" e o escritor Juremir Machado escreveu: "Quem chama pirataria de universalização da cultura é babaca q ñ vende livro, mas quer q alguém pague a conta. Livro tem de ser barato e pago".

O caso chama atenção para a ampliação da circulação de arquivos digitais de livros na internet, uma prática que dá novo sentido e escala à discussão sobre a circulação de cópias xerocadas no meio acadêmico.

Leia abaixo entrevista feita por email com o criador do Livros de Humanas.

Por que você criou o blog e como ele funcionava?

O blog nasceu no começo de 2009 (e saiu do ar na sexta-feira passada) para ser uma alternativa dos estudantes de letras da USP à copiadora que existe no prédio do curso e que tinha aumentado arbitrariamente em 50% (de 10 pra 15 centavos) o valor da cópia (o contrato de cessão de espaço com o Centro Acadêmico estabelece que a decisão deve ser conjunta). No começo havia a ideia de colocar apenas os textos das disciplinas de cada semestre. Esta iniciativa surgiu sem vínculo algum com o CA, que nunca se manifestou sobre o blog. No começo recebi de alguns colegas os programas das disciplinas e procurava na net se já existia cópia digital dos livros no 4shared ou similares. Se eu não encontrava, mas tinha o texto, escaneava. Por isso, no começo o blog era mais próximo dos meus interesses acadêmicos (mais crítica literária do que linguística, p. ex.) Também recebia textos de outros colegas e assim criamos o blog. No primeiro mês tínhamos menos de cem textos. Com o crescimento deste número e das visitas o blog deixou de ser apenas algo relacionado ao curso de Letras da USP (apesar de ter mantido o nome por mais um ano) e se tornou um depositário de textos da área de humanidades. O blogue saiu do ar com exatos 2.496 arquivos – não necessariamente livros, porque colocávamos também capítulos de livros, alguns de livros que surgiram inteiros no blogue tempos depois.

Com isso meu critério passou a ser o seguinte: se alguém enviava o arquivo eu publicava, independente do ano de publicação e seu estado no mercado (se era lançamento ou texto fora de catálogo). Porém eu só escaneio obra esgotada e que seja difícil de encontrar.

O perfil de seleção era bem básico: textos da área de humanidades ou correlatos. Tínhamos de obras do Will Eisner a livros sobre lógica. De autores brasileiros contemporâneos a material de ensino de língua estrangeira. De Sociologia a Ecologia. Majoritariamente entravam livros em português, mas tínhamos muitas obras em espanhol, inglês, italiano, alemão e francês.

Quantos usuários o blog tinha e qual o perfil deles?

No começo o público era quase que inteiramente uspiano. Nos últimos tempos era majoritariamente universitário, com visitas de todas as partes do globo. De estudantes de Nova Orleans ('terra' de um grande entusiasta do blogue, o professor Idelber Avelar) a visitantes dos PALOP (Países Africanos de Língua Portuguesa). Pelos e-mails de pedidos que eu recebia dava para traçar um perfil mínimo: são estudantes de universidades brasileiras com péssimas bibliotecas. É comum eu receber pedidos do tipo "preciso do livro tal para minha iniciação científica mas não o temos aqui e vi no dedalus (sistema de consulta da USP) que a biblioteca da FFLCH tem". Não consigo – pelos dados informados pelo Wordpress – determinar quantos visitantes únicos o blog recebia diariamente. Nos últimos meses a média de pageviews/dia passava de 10 mil. Em um ano no Wordpress (antes o blogue estava abrigado no blogspot) passamos dos 1,8 milhões de pageviwes, uma média de quase 5 mil/dia.

Antes desse episódio recente você já havia tido algum outro problema?

Sim. Desde o começo links são retirados do ar. E logo depois, claro, eu colocava de volta. Ficamos - eu e ABDR (Associação Brasileira de Direitos Reprográficos) - neste gato e rato até o fim. Quando o blog ainda estava no Blogspot recebi do Google um aviso sobre infração às leis americanas de Direito Autoral. Daí mudei pro Wordpress que é (ou achei que era) mais flexível. Algumas editoras me davam mais trabalho, como a Jorge Zahar e os livros do Zygmunt Bauman ("capitalismo parasitário" era o que tinha mais links retirados) mas nunca passou disso. Denúncia para os sites de hospedagem dos textos e livros. E é preciso dizer, apesar de óbvio, que não fui o responsável pela primeira disponibilização de quase todo o conteúdo do blogue. Mais procurei, editei e organizei num único centro os textos do que outra coisa.

Por que o blog saiu do ar?

Fora os e-mails da ABDR, nunca recebi nada de mais substancial. Nos últimos dias a Editora Sulina (inexpressiva, de quase 3 mil livros que tenho em casa apenas 3 são editados por ela) – seja por seu perfil ou de seu editor no Twitter – reclamou muito do blog e disse que tomaria medidas contra. E dias depois, sem aviso prévio, o Wordpress retirou o blog do ar. E, se não me engano, temos 3, no máximo 5 livros dela. Honestamente, não sei apontar (até porque alguns – como os livros do Maffesoli, hoje editado pela Sulina – são de edições anteriores, como as da Brasiliense) quais são os livros reclamados. Editoras como a Companhia das Letras, que tem cópias de milhares de livros rodando na internet, nunca se manifestaram.

Algumas pessoas defenderam o blog dizendo que ele era como uma biblioteca pública. Concorda com a comparação?

Acredito que a comparação é ruim – posto que o blog é apenas um paliativo que nasceu das péssimas condições das bibliotecas públicas do país – porém não de todo despropositada. O blog era gratuito (tempos atrás fizemos um rateio com doações diversas para a compra de um hd para becape dos arquivos) e acessível para todos. Como uma biblioteca.

E o que você acha da crítica de que o blog desrespeita a legislação vigente?

Bem, é óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente. Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país. O blog é tão ilegal quanto a cópia xerox nas universidades os sebos de livros antigos. E sem sebo e xerox uma universidade não funciona. Das bibliotecas universitárias a Florestan Fernandes (biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP) deve ser uma das 3 ou 4 mais completas do país. E mesmo contando com determinada obra, o número de volumes é insuficiente.

Um exemplo prático: O livro "O demônio da teoria" ficou por anos esgotado (foi reeditado no ano passado – e eu comprei o meu exemplar!) e possuía 3 exemplares na Florestan. Emprestei o livro, escaneei e hoje milhares de outros estudantes tiveram acesso a um texto fundamental para o estudo da teoria literária. A revisão da lei é uma necessidade de nossos tempos. Acreditava muito em avanços durante a gestão Gil/Juca no MEC. Mas o retrocesso defendido por este ministério novo é assustador.

Sem uma revisão da Lei de Direito Autoral que tente equilibrar estas duas demandas teremos mais problemas como este. As editoras de livros preferem seguir o estúpido caminho das gravadoras. E, se não acordarem logo, terão o mesmo destino.

Como possível futuro autor de obras acadêmicas, você consideraria normal que seus livros fossem distribuídos de graça?

Claro! Ainda mais se eu estiver vinculado a alguma universidade pública. A questão não deve ser essa. É óbvio que o autor deve ter remuneração por sua produção. Mas não podemos aceitar como normal que o critério para acesso a um texto (que é produto de sua época e dialoga com toda uma tradição intelectual – seja de domínio público ou não) seja o econômico. Um estudante sem dinheiro para pagar R$ 100 numa obra deve ser desprezado? Acredito que o direito ao acesso e a difusão do conhecimento se sobreponha ao do autor de receber dinheiro por sua obra.

Outro exemplo prático: quando ingressamos na Letras-USP usamos em elementos de linguística o livro "Introdução à linguística" (volumes I e II) editado pela Contexto. O livro é organizado por um professor da USP e os autores dos capítulos são também professores da casa, todos contratados em regime de dedicação exclusiva, além de contar com verba da órgãos públicos (Capes, CNPq, fapesp) de fomento. É justo que este profissional exija de 850 ingressantes (isso só na USP, o livro é usado em outras Instituições de Ensino Superior também) a compra dos dois volumes? E, principalmente, quem recebe este dinheiro? Porque os autores (são mais de dez por livro) recebem centavos de cada edição vendida por quase R$ 40 nas livrarias. Outra situação comum (desculpe se me concentro muito na USP, mas é de onde sou e de onde vejo tudo): livro escrito por pesquisador da USP, editado pela EDUSP ou pela Humanitas (editora da FFLCH) e sem exemplar nas bibliotecas da USP. Se não há cópia nas bibliotecas, por qual motivo não devemos copiá-los?

Por último, duas considerações. A primeira pessoal: Sem a contribuição de centenas de outras pessoas – sejam estudantes universitários ou não – o blog jamais existiria. Sou apenas quem procura na net, organiza os arquivos e escaneia dois ou três livros por mês. E, ao contrário do que acreditam editores como este da Sulina, sou do tipo que não possui e-reader, só usa xerox quando não tem jeito e ainda gasta meio salário mínimo por mês em livros físicos. O livro pirata não tira público do livro "oficial". Não acho que a cópia pirata seja a responsável pelo número cada vez menor nas tiragens das editoras. Acredito no que disse o Gaiman quando veio pra Flip: "O inimigo não é a ideia de que as pessoas estão lendo livros de graça ou lendo na internet de graça. Da minha perspectiva o inimigo é as pessoas não lerem."

A outra é de apoio político. Desde intelectuais do porte de Eduardo Viveiros de Castro e Idelber Avelar a novos pensadores e escritores como Eduardo Sterzi, Veronica Stigger e outros tantos (muitos deles seguidores do perfil do blog no Twitter) apoiam o blog. Todos os que citei aqui possuem obras no blog e deixaram de ganhar (segundo o cego argumento de alguns editores do país) algumas dezenas, talvez centenas, de reais. E não ficam bravos com isto. Pelo contrário, como certa vez tuitou o professor Avelar: "Piratearam meu 1º livro! Tá na net pra baixar. E eu, como autor, gosto disso: http://bit.ly/ikvMaR #PegaECAD"


Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2011/04/29/suspensao-de-blog-com-livros-piratas-cria-discussao-na-web-377257.asp


Complexidade de um mundo carente de inteligibilidade sobre suas próprias questões...