"Já que o mundo se encaminha para um delirante estado de coisas, devemos nos encaminhar para um ponto de vista delirante. Mais vale perecer pelos extremos do que pelas extremidades" Jean Baudrillard

sexta-feira, 2 de março de 2012

USP convida os estudantes pobres a sairem pela porta dos fundos...

Nós sabemos que a USP adquiriu a sua força acadêmica e financeira muito menos por um esforço contínuo de trabalho e pesquisa mas, ao contrário, através da caça, enfraquecimento e destruição de outros grupos de pesquisa fora do eixo de São Paulo.
No caso específico da sociologia, sabemos que o CNPq e a Capes estão minados com os professores de sociologia da USP cujo único objetivo é encontrar e destruir outros núcleos de pesquisas em sociologia. Como se faz isso: controlando bolsas de pesquisa, verbas para pesquisa, prêmios, revistas, sociedades como a SBS e a ANPOCS, etc. 
A luta por purificação perpetrada com a finalidade excluir nordestinos, negros, pobres, etc. vai muito além do imaginável e toda a comunidade da USP é responsável pelo que está acontecendo no Conjunto Residencial da USP - CRUSP.
Vejam o vídeo absurdo abaixo:


Descrição: Na madrugada desse domingo de carnaval, 19/02/2012, mais uma vez, as forças militares (Tropa de Choque e Força Tática) invadiram o Conjunto Residencial dos Alunos da USP - Crusp. Desta vez, o corpo de quase 150 homens, desalojou os moradores da "Moradia Retomada", espaço de resistência que, há quase 2 anos, se instalara no térreo do bloco G do, reivindicando mais vagas para a moradia estudantil. Hoje, tais vagas são insuficientes para atender à grande demanda de alunos sem condições de se manter na capital para dar seguimento a seus estudos. Covardemente, nessa madrugada de carnaval, esses homens fortemente armados cercaram a Moradia Retomada, impedindo até mesmo os moradores do bloco G de entrarem ou saírem de seus apartamentos e bloquearam a passagem para os moradores dos outros blocos, que desciam em solidariedade aos ocupantes do espaço. A operação prendeu 12 alunos, mais um cachorrinho, dentre eles, uma estudante grávida, que, depois de ter sido agredida pelos policiais, foi colocada no ônibus/camburão, sem nenhum auxílio médico. Essa é mais uma demonstração da política da gestão do Reitor João Grandino Rodas, que utiliza a força policial para por em prática seu plano privativista e elitista de universidade na Universidade de São Paulo. Respaldado pelo governo do PSDB, o mesmo que vem fazendo intervenções semelhantes em lugares como Pinheirinho e Cracolândia, Rodas substituiu suas assistentes sociais por homens armados do Choque.

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Complexidade de um mundo carente de inteligibilidade sobre suas próprias questões...