"Já que o mundo se encaminha para um delirante estado de coisas, devemos nos encaminhar para um ponto de vista delirante. Mais vale perecer pelos extremos do que pelas extremidades" Jean Baudrillard

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Denúncia CBS: A Máfia das Publicações - parte I

O programa Ensino Superior, da TV UNIVESP, canal digital da TV Cultura, entrevistou dois cientistas brasileiros: Rogério Meneghini (SCIELO) e Maurício da Rocha e Silva (Clinics) sobre a polêmica dos altos custos das publicações científicas. A Biblioteca de Harvard, sob a direção de Robert Darnton, veio a público encorajar o movimento pelo acesso livre à produção científica, na maioria dos casos financiada com verbas públicas. As três grandes editoras: Elsevier, Springer e Wiley têm lucros da ordem de 36%, 32% e 42% respectivamente sobre seu faturamento. Na maioria dos periódicos o autor tem que pagar  uma taxa de publicação, geralmente é instado a citar publicações do grupo e quando faz, a pedido,  a revisão de um artigo nada recebe pelo trabalho. O portal SCIELO vem fazendo o oposto, mais de 900 periódicos cadastrados com o  compromisso de manter o acesso livre. A revista Clinics é a continuação da Revista do Hospital das Clínicas da USP, o seu editor historiou a evolução dessa publicação que hoje tem reconhecimento internacional, sugeriu que outros grupos façam o mesmo para que o Brasil também se caracterize como produtor de conhecimento científico, mas desaconselhou o uso da palavra "Brazilian" no nome do periódico.

Rogério Meneghini, coordenador científico da SciELO, e Maurício da Rocha e Silva, editor da revista Clinics, publicação da Faculdade de Medicina da USP, falam sobre as reclamações de universidades e pesquisadores contra os altos preços que as revistas científicas de acesso fechado cobram de autores que publicam em suas páginas e de bibliotecas que assinam os periódicos.


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Complexidade de um mundo carente de inteligibilidade sobre suas próprias questões...